Quinta-feira, 02 de Julho de 2020
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Ceasa registra aumento nos preços; associação de supermercados diz que alta não chegou a consumidores

Itens importados são os que mais tiveram aumento de preço na Ceasa.

Publicada em 27/03/20 às 16:34h

por Hyngrydy Ferreira


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 (Foto: Reprodução Internet)
Diante da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus (Covid-19) e suas medidas de contenção, o preço de alguns produtos subiu na Central de Abastecimentos do Ceará S/A (Ceasa-CE). De acordo com Odálio Girão, analista de mercados da Ceasa, as maiores altas podem ser vistas nos itens importados, que tiveram um acréscimo de 10% a 15%.

A alta do dólar, a redução das colheitas e a grande procura pelos produtos são fatores que colaboraram para o crescimento do preço. “A população está ilhada em suas casas, o consumo aumentou, está havendo uma busca pelos produtos com maior intensidade”, analisa Girão.

Para o varejo, porém, a realidade é outra. Segundo o diretor executivo da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), Antônio Sales, até o momento a entidade não tem conhecimento sobre esse acréscimo para o consumidor final.

“A gente acompanha toda a cadeia produtiva e nesse momento não temos notícia de aumento de preço para o consumidor. Alguns produtores tiveram esse movimento de aumento de preço, mas a associação não está aceitando este aumento”, comenta.

Produtos

Segundo Girão, da Ceasa, entre os produtos com alta nos preços, destacam-se os importados, como o alho, que está custando R$ 22 no atacado. Outros itens destacados por ele são: maçã, ameixa, uva, nectarina, pêra e kiwi.

Itens produzidos no Brasil e vendidos para o Ceará também estão mais caros, como é o caso da batata-inglesa, que sofreu um acréscimo de mais de 23% (de R$ 3,40 para R$ 4,20 o kg). “A batata-inglesa tem produção em Minas Gerais e na Bahia, com a restrição e fechamento de estabelecimentos, na região produtora as pessoas que trabalham na roça ou no campo estão indo para suas casas, para cuidar de suas famílias”, pontua Girão.

O tomate chega a ser comercializado por até R$ 5 o kg. A cenoura está a R$ 4,70 o kg e a cebola a R$ 3,80 o kg.

De acordo com Odálio Girão, em relação às frutas, a banana tem tido um preço bastante elástico, devido ao consumo crescente neste período. O item está custando R$ 2,50 por kg no atacado, “o maior preço do semestre”. A laranja teve um aumento de 31%, indo de R$ 2,20 para R$ 2,90. O limão está a R$ 4 o kg.

Maracujá, feijão verde, abacate, coco verde, milho verde, abóbora, mamão e acerola são itens ainda vendidos com "bons preços" na Ceasa. Para as próximas semanas, Girão estima que as ofertas devem ser melhores, com a vinda de “produtos de outras regiões”.

Estoque não é recomendado

Tanto o varejo quanto o atacado aconselham que a população não faça estoque de alimentos, pois o mercado está sendo abastecido para suprir a todas as demandas. “Não há a necessidade da estocagem de produto. Os supermercados estão sendo abastecidos normalmente pela cadeia produtiva, houve um aumento de consumidores nas primeiras semanas, mas foram atendidos normalmente. Não houve falta de produto e hoje está tudo dentro da normalidade”, frisa Antônio Sales.

Girão também aconselha que a população não compre exageradamente, até mesmo para “economizar”, já que muitos itens podem apresentar redução após este período. “Não recomendamos que as pessoas estoquem alimentos, isso pode gerar um desperdício muito grande dos produtos. Além disso, vão surgir no mercado outras opções para serem comercializadas, com preços mais atrativos”, comenta.



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